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sábado, 14 de setembro de 2013

LYRA GRUPO ESCOLAR FERREIRA MARQUES

LYRA GRUPO ESCOLAR FERREIRA MARQUES

No próximo domingo, deverá inaugurar-se nesta Vila, com toda solenidade, esta apreciada e novel corporação musical, que tem como fundador e diretor o nosso vibrante confrade, ilustrado Prof. Antônio de Pádua Rabelo e Campos, emérito diretor do grupo escolar desta Vila.
A inauguração far-se-á com a eleição e posse de da primeira diretoria, realizando-se o ato no salão do Fórum, ás 6 horas da tarde.
Segundo soubemos, não haverá convites especiais, e estamos certos que a nossa sociedade far-se-á ali representar, tanto mais quanto se trata de um festival infantil, pois que infantis são quase todos os membros da banda musical, formada, com poucas exceções, de alunos do grupo escolar, afim de abrilhantar as festividades do mesmo estabelecimento de ensino, um dos mais importantes desta zona.

Jornal "O Guarará", ANNO VI, N.° 273

Guarará, 19 de outubro de 1924

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DO MEU CANTO

DO MEU CANTO

No fundo de cada um de nós há um filósofo, sempre perscrutador, sempre ávido de saber o porquê dos fenômenos que nos cercam, em busca da Verdade.
Qualquer fato que observamos, nos acode sempre a pergunta: — por quê?
Sem ares de filósofo, entretanto, gastamos este prólogo serôdio, para meditar sobre o interessante e curioso fenômeno inexplicável que se observa na vida escolar desta Vila.
Na vigência da direção da ex-diretora (*) o grupo escolar local funcionou sem frequência legal, afirmando ela que Guarará não comportava um grupo, por deficiência de população escolar e que a matrícula e frequência das direções anteriores eram fraudulentas.
E com essa alegação, a ex-diretora chegou ao cúmulo de pedir ou sugerir ao Sr. Dr Secretário do Interior a supressão do ensino.
Essa notícia fatídica alarmou o espírito público, ameaçado pela maldade satânica.
Mas o coronel Afonso Leite, cujo devotamento cívico e patriótico pela causa da instrução é público e notório, deu golpe mortal na perversidade arquitetada, e em vez da supressão do grupo, o governo mandou executar as obras de construção do novo prédio escolar que, pela sua estética e solidez, será um dos mais suntuosos do Estado.
Enquanto a ex-diretora informava oficialmente ao Dr. Secretário do Interior que Guarará não dava para grupo, S. Excia. mandava contratar mais um professor - o talentoso acadêmico Hermann Gribel.
Agora, a primeira pergunta: Se a ex-diretora alega que não há população escolar para grupo e propõe a suspensão do ensino, porque esse gasto supérfluo com a edificação custosa do novo prédio?
Segunda pergunta: Se não há frequência legal, para que a nomeação do professor Gribel?
Entretanto o grupo perdia a sua frequência e a ex-diretora, até depois da remoção, gritava aos quatro ventos que Guarará não comportava grupo escolar.
Estamos na vigência da direção do professor Rabelo e Campos que fez a matrícula na mesmíssima população escolar.
Em visita inspecionária, o sr. regional coronel Ricardo Martins constatava de visu (vê e conta, sra. ex-diretora) uma frequência maior que a exigida pelo Regulamento escolar, além de uma excedente matrícula.
Agradavelmente bem impressionado, propala em público que devido ao excesso de alunos, vai propor em relatório a criação de mais uma cadeira e acrescenta que com mais um pouco de esforço o grupo poderá "conseguir oito cadeiras".
Estamos diante deste fato curioso e que deve ter despertado a atenção do governo e das altas autoridades escolares:
Há duas informações oficiais, partidas ambas de duas autoridades escolares que têm responsabilidades regulamentares: de um lado, a ex-diretora alegando que a infrequência do grupo é por falta de população escolar e propondo a supressão do ensino; de outro, o inspetor regional encontrando na mesma população escolar enorme frequência e propondo a criação de mais uma cadeira.
Essas informações são completamente antagônicas, entrechocam-se, não podendo coexistir.
Qual a verdadeira? Qual a falsa? Guarará tem ou não população escolar para um grupo de seis cadeiras?
Que nos responda a ex-diretora. Ontem com sua direção o grupo não tinha frequência e ela pressão dele, hoje com a direção do Sr. Rabelo e Campos a frequência exubera, e o regional propõe a criação de mais uma cadeira.
Por quê?!
Que nos responda a ex-diretora.
JOB

Jornal "O Guarará", ANNO V NUM. 242
Guarará, 15 de março de 1924




NOTAS E REFERÊNCIAS
(*) A Ex-diretora de que se trata o artigo era a Profª Gabriela Alves do Prado  (Vide Jornal "O Guarará", ANNO VI NUM. 175 - Guarará, 26 de novembro de 1922)

FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

No dia 12 do corrente, realizou-se, nesta paróquia, o encerramento das brilhantes festividades do Sagrado Coração de Jesus.
Houve missa cantada e procissão. Ao entrar esta, proferiu majestoso sermão sobre o Coração de Jesus o Revmo. Cônego Afonso Daniel, que pairou muito alto em sua magnífica e imaginosa oração, cheia de emocionantes pensamentos e de belíssimos voos de eloquência.
Encerraram-se as solenidades com a benção do S.S. Sacramento.
Tocou em todos os atos a disciplinada e excelente banda de música local, sob a direção do ilustre Prof. Antônio de Pádua Rabelo e Campos e regência do zeloso e competente professor Theodolcino Bertho.

Jornal "O Guarará", ANNO VI, N.° 273

Guarará, 19 de outubro de 1924